O que o capítulo de 2012 diz sobre gratidão
O capítulo começa com um ano de alívio: Esthevão passou bem pelo tratamento, manteve-se estável e ganhou um colégio novo, mais atento às suas necessidades. Em junho, uma cirurgia correu bem, e a autora escreve que cada volta para casa era uma festa dedicada a Deus.
“Dizer ‘obrigado’ é educação; ser grato é se apropriar de um estilo de vida que glorifica o Senhor. Gratidão é adorar de maneira significativa.”
Ela descreve a gratidão como uma virtude aperfeiçoada na família durante os anos com Esthevão: gratos a Deus pelo que ele é, e não somente pelo que ele faz.
Gratidão que alivia o peso
O livro não apresenta a gratidão como fórmula. Ele a mostra como uma prática que, segundo a autora, deixa os dias mais leves.
“Se quisermos viver bem, de maneira suave, temos que ser gratos, pois assim os fardos se tornam mais leves e a alegria mais aparente.”
Em outro trecho do capítulo, a autora resume o que via em Esthevão com uma frase curta: onde ele estava, havia gratidão. Mesmo quem não sabia como agradecer, ao ouvir o testemunho do menino, dizia ao menos no coração um obrigado a Deus.
Agradecer sem negar a dor
Em nenhum capítulo o livro pede que a dor seja negada. No capítulo de 2007, a autora escreve que a família em momento algum foi “ingrata ou murmuradora”, mas que nada era suficiente para um esclarecimento, e que isso a frustrava. Gratidão e frustração conviveram.
Na linguagem do livro, agradecer é uma escolha feita junto com a dor, não no lugar dela. Falando dos dias difíceis, a autora escreve que, em tudo, davam graças a Deus, e esse tom atravessa as internações, o Natal longe de casa e o último capítulo, que termina com a gratidão a todos que estiveram com Esthevão.
Pequenas gratidões do cotidiano
O capítulo de 2012 também mostra que a gratidão cabia em coisas simples: uma viagem curta com a família, o pedido de coxinha ao acordar da anestesia, os amigos que apareciam. Para o menino que colecionava bichinhos de borracha, até as coisas pequenas serviam de brincadeira.