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A vida é assim…

Como acolher uma família que recebe um diagnóstico difícil: o que o livro mostra

O livro A vida é assim… conta, ao longo de 17 capítulos, como pessoas diferentes acolheram a família de Esthevão: com oração, com ajuda prática, com presença e com respeito pelo ritmo da criança. Este texto reúne o que a autora relata, sem fórmulas, para quem quer saber como estar ao lado de uma família nessa situação.

· 5 min de leitura

Presença e oração

Logo nos primeiros meses, antes mesmo do diagnóstico, as mulheres do círculo de oração da igreja passaram a se reunir na casa da família toda quarta-feira. No dia em que o resultado do exame chegou, elas estavam orando.

No capítulo de 2008, na madrugada anterior a uma cirurgia, a igreja inteira estava em vigília. Já no capítulo de 2007, a autora havia escrito que as orações de todos os irmãos em Cristo eram como um poderoso combustível para a vida da família.

Ajuda prática: hospedagem, viagens e cuidado

O livro mostra, com nomes de gestos e não de pessoas, o que fez diferença no dia a dia:

  • Uma prima hospedou a família em seu apartamento durante uma semana de antibiótico, para que não viajassem todos os dias entre cidades (capítulo de 2016).
  • Outros primos hospedaram a família por quatorze dias em outra fase do tratamento (capítulo de 2018).
  • Uma associação de apoio a pessoas com câncer ajudou com as viagens a São Paulo e com o suplemento alimentar, quando o pai estava desempregado (capítulo de 2011).
  • Os avós cuidavam de Esthevão quando os pais precisavam sair, e a família estendida ajudava a acompanhá-lo ao hospital (vários capítulos).

A autora destaca que essas ajudas muitas vezes chegaram sem serem pedidas, como a vizinha que bateu no portão para apresentar a associação.

Respeitar a vontade da criança

Em dois depoimentos do capítulo de 2009, profissionais de reabilitação contam que, em certos momentos, Esthevão disse que não queria mais andar ou recusou as terapias, e que respeitar a vontade dele foi uma lição. Uma terapeuta escreve que, com a serenidade de sempre, os pais respeitaram esse momento e investiram em terapias em casa, fora do contexto do hospital.

Leveza e passeios também são cuidado

O livro mostra que a família procurava, sempre que possível, dar a Esthevão momentos de alegria: festas, viagens, a rua com os vizinhos, o cinema, o shopping. Antes de uma cirurgia, em 2012, os pais levaram o filho para visitar amigos em outra cidade, porque sempre procuravam fazer algo diferente com ele antes de um procedimento mais difícil.

Para a autora, o que ajudava não era só tratar da doença, mas continuar a viver com o filho. Brincar e passear, escreve ela, são maneiras gostosas de viver a vida.

Este texto reúne o que o livro conta e não substitui a orientação de profissionais de saúde nem de líderes religiosos.

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O livro A vida é assim…, de Iza Claudia, será lançado no sábado, 17 de outubro de 2026, às 19h, em Taubaté (SP). Todo o valor arrecadado com a venda é destinado a ações sociais.