Presença e oração
Logo nos primeiros meses, antes mesmo do diagnóstico, as mulheres do círculo de oração da igreja passaram a se reunir na casa da família toda quarta-feira. No dia em que o resultado do exame chegou, elas estavam orando.
No capítulo de 2008, na madrugada anterior a uma cirurgia, a igreja inteira estava em vigília. Já no capítulo de 2007, a autora havia escrito que as orações de todos os irmãos em Cristo eram como um poderoso combustível para a vida da família.
Ajuda prática: hospedagem, viagens e cuidado
O livro mostra, com nomes de gestos e não de pessoas, o que fez diferença no dia a dia:
- Uma prima hospedou a família em seu apartamento durante uma semana de antibiótico, para que não viajassem todos os dias entre cidades (capítulo de 2016).
- Outros primos hospedaram a família por quatorze dias em outra fase do tratamento (capítulo de 2018).
- Uma associação de apoio a pessoas com câncer ajudou com as viagens a São Paulo e com o suplemento alimentar, quando o pai estava desempregado (capítulo de 2011).
- Os avós cuidavam de Esthevão quando os pais precisavam sair, e a família estendida ajudava a acompanhá-lo ao hospital (vários capítulos).
A autora destaca que essas ajudas muitas vezes chegaram sem serem pedidas, como a vizinha que bateu no portão para apresentar a associação.
Respeitar a vontade da criança
Em dois depoimentos do capítulo de 2009, profissionais de reabilitação contam que, em certos momentos, Esthevão disse que não queria mais andar ou recusou as terapias, e que respeitar a vontade dele foi uma lição. Uma terapeuta escreve que, com a serenidade de sempre, os pais respeitaram esse momento e investiram em terapias em casa, fora do contexto do hospital.
Leveza e passeios também são cuidado
O livro mostra que a família procurava, sempre que possível, dar a Esthevão momentos de alegria: festas, viagens, a rua com os vizinhos, o cinema, o shopping. Antes de uma cirurgia, em 2012, os pais levaram o filho para visitar amigos em outra cidade, porque sempre procuravam fazer algo diferente com ele antes de um procedimento mais difícil.
Para a autora, o que ajudava não era só tratar da doença, mas continuar a viver com o filho. Brincar e passear, escreve ela, são maneiras gostosas de viver a vida.
Este texto reúne o que o livro conta e não substitui a orientação de profissionais de saúde nem de líderes religiosos.